Tem vezes que falhar não é uma opção

Tem Vezes Que Falhar Não É Uma Opção

Tem vezes que falhar não é uma opçãoMuitos acompanharam com alguma perplexidade a lentidão na divulgação dos resultados das eleições municipais realizadas em 15/11/20.

Consequência do ataque hacker ou da pane em um dos processadores do supercomputador do TSE?   Convenhamos um Exadata X8 não é exatamente um “supercomputador” é um computador comercial de médio-grande porte.   Existem computadores muito maiores e os chamados “supercomputadores” que são contados nos dedos da mão ao redor do mundo.

O objetivo deste post não é fazer nenhuma análise forense deste evento nem analisar as inúmeras teorias da conspiração que surgiram, mas pontuar que há determinadas situações na vida das pessoas físicas e jurídicas, momentos únicos extremamente importantes, nos quais falhar não é uma opção.

Momentos Únicos

Aquela foto naquele momento marcante das nossas vidas – o nascimento de um filho por exemplo, ou o pênalti decisivo na final da Copa do Mundo de futebol de 1994 perdido pelo jogador Baggio no jogo Brasil x Itália, atender o pico de demanda da Black Friday ou divulgar os resultados das eleições no prazo esperado pelos eleitores, são alguns momentos únicos, eles não acontecerão novamente, nos quais, portanto, falhar não é uma opção.

Não se trata de certo ou errado.   Se trata de ou se preparar adequadamente para os momentos únicos que ocorrerão ou não se preparar e ter que encarar as consequências, que podem ser várias, desde danos à imagem, perdas financeiras, descumprimento de cláusulas contratuais, uma combinação de todos estes impactos etc.

Apetite ao Risco

No final, “bottom line”, tudo se resume ao Apetite ao Risco a ser tomado.   Se não quiser correr o risco há um preço em prevenção a ser pago e se quiser correr o risco poderá haver sérias consequências a serem pagas caso algo de errado num daqueles momentos únicos da nossa vida nos quais falhar não é uma opção.

Um Caso Real

O consultor líder da STROHL BrasilSidney R. Modenesi, MBCI, LDRM, nos compartilhou uma situação vivenciada por ele.

“Quando o Sidney era um analista sênior de infraestrutura de TI na maior empresa de cartões de crédito à época, para possibilitar o grande crescimento da empresa e atender as demandas do Natal que se aproximava havia a necessidade da mudança física do Data Center para acomodar a grande expansão dos computadores de grande porte.   A data limite era 15/11, a famosa data do “freezing” que muitas empresas adotam e que na prática muitas vezes é desrespeitada.

O nova Data Center era na verdade um Data Center usado, quase sucateado, mas que pertencia a uma outra empresa do grupo, que precisava de muitas adequações, manutenções atrasadas, reformas etc.; onde seriam instalados novos computadores, controladoras de disco, discos magnéticos, unidades de fita, impressoras laser, cabeamento etc. tudo absolutamente novo, alguns da primeira série produzida no país.

Para fazer a história curta, tudo, absolutamente tudo, deu problemas: hardware, software e conectividade.   O tempo passando, a mudança se mostrando cada vez menos viável e a pressão pela mudança aumentando.

A decisão corporativa foi manter a data da mudança, como se, com esta decisão suprema, todos os problemas técnicos, e que não eram poucos, fossem resolvidos num passe de mágica.   Alguns dias depois da data marcada a mudança ocorreu, por algumas horas os serviços de TI funcionaram adequadamente até que, naquele momento único no qual falhar não era uma opção …

começou o inferno que se prolongou por 3 meses pelo menos, do começo de dezembro até quase o carnaval seguinte.   Os serviços de TI não paravam de pé, caiam 3 – 5 vezes ao dia, e claro, sempre nos momentos de maior demanda.   Cada parada demorava pelo menos 30 – 40 minutos para ser restabelecida, durante este período os serviços on line ficavam interrompidos e no reinício os processamentos batch em execução tinham que ser reiniciados.   Muitas perdas de vendas, insatisfação de clientes, faturamentos atrasados … todos os tipos imagináveis de problemas.

Este foi o preço pago pelo Apetite ao Risco tomado.   A falta de planejamento corporativo, de testes, do desenvolvimento do famoso Plano B caso houvesse riscos que comprometessem a mudança, muito pouco ou nada disto foi feito, tudo muito parecido com as justificativas do TSE sobre o atraso na divulgação dos resultados das eleições de 2020.

Qual a Solução?

A solução é se preparar adequadamente.

Mas como se preparar adequadamente?

Antes de tudo admitindo que as coisas em algum momento, e pode ser num daqueles momentos únicos nos quais falhar não é uma opção, podem não dar certo ou sair como o esperado.

Aí sim, com o pressuposto que você não está disposto a correr este risco faça, no mínimo, as Análises de Risco e de Impacto nos Negócios, as duas primeiras etapas do Programa de Continuidade de Negócios.

Com o resultado destas análises você terá informações objetivas para suportar a sua tomada de decisão sobre as consequências de uma indisponibilidade, o Apetite ao Risco a ser tomado.

Não querer fazer nada disto também é uma decisão que deve ser respeitada.   Neste caso te desejamos muita sorte e te lembramos que até mesmo a sorte às vezes tem o seu dia de azar e aí você já sabe, falhar não é uma opção.

Quer saber mais sobre Análises de Risco, de Impacto nos Negócios, Apetite ao Risco e o Programa de Continuidade de Negócios?

Por favor preencha o formulário abaixo e entraremos em contato.

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