Retrospectiva 2020 – As 5 Lições Não Aprendidas na Quarentena

Retrospectiva 2020 – As 5 Lições Não Aprendidas na Quarentena

Retrospectiva 2020 – As 5 Lições Não Aprendidas na Quarentena

Muitos poderiam dizer ao fazer a retrospectiva 2020 que este foi o ano da GCN – Gestão da Continuidade de Negócios.

Afinal, num passado recente, nunca tivemos um evento em escala mundial que impactasse tanto as nossas vidas e que obrigaram as pessoas – físicas e jurídicas – a mudarem o seu estilo de vida em tão pouco tempo como a quarentena da covid-19.

O Bug do Milênio

O último grande evento também em escala mundial foi o Bug do Milênio (assista ao vídeo), há 20 anos, com data e hora marcadas para acontecer e com bastante tempo de antecedência para que todos se preparassem.

Depois do Bug do Milênio a GCN – Gestão da Continuidade de Negócios saiu fortalecida?   Muito pelo contrário, saiu enfraquecida pois na visão de muitos executivos foi muito barulho para pouquíssimos problemas, e podemos afirmar isto pois a STROHL Brasil nasceu em 2000.   A abordagem correta seria foram pouquíssimos problemas porque o risco foi levado a sério e houve um grande esforço em prevenção, basicamente corrigindo códigos de programas.

A Visão Atual

Na nossa avaliação subjetiva resultado das conversas que temos mantido com nossos contatos, ou seja não é resultado de uma pesquisa formal baseada em modelos estatísticos, da mesma forma que depois do Bug do Milênio, a GCN – Gestão da Continuidade de Negócios sairá bastante enfraquecida pós quarentena da covid-19 por dois motivos principais: o trabalho, muitas vezes precário, em home office e a utilização de aplicações na nuvem.   Na visão executiva simplista, avaliando a retrospectiva 2020, o home office elimina a necessidade de local alternativo de trabalho e as aplicações na nuvem eliminam a necessidade do DR – Disaster Recovery.   Portanto a GCN – Gestão da Continuidade de Negócios não será mais necessária ou menos necessária para ser otimista.   Muitos cu$tos a menos.

A Falsa Sensação de Segurança

Ao longo de 2020 fizemos vários posts (pesquise no nosso blog em https://strohlbrasil.com.br/blog/) alertando sobre inúmeros riscos decorrentes da mudança intempestiva para o home office, muitos ainda não foram mitigados, e também de indisponibilidades dos serviços na nuvem causando sérios impactos.

E é neste cenário que ao fazermos a avaliação da retrospectiva 2020 com os nossos contatos, com muitas operações “amarradas com barbante”, a percepção executiva é que estaríamos muito mais seguros hoje com uma operação descentralizada do que anteriormente com uma operação centralizada.

Os Top 5 Riscos da Retrospectiva 2020

Analisando os nossos posts e as nossas conversas com o mercado estes são os top 5 riscos que identificamos na retrospectiva 2020.

Risco #1 – Não Havia um Plano

Este é de longe o maior risco na nossa retrospectiva 2020.   Muitos argumentarão que não seria possível ter um plano para uma pandemia nas proporções da covid-19.   Concordamos parcialmente com este argumento.   Num cenário menos catastrófico as organizações deveriam estar preparadas para grandes absenteísmos decorrentes por exemplo de uma epidemia ou greve regionais.   Antes da covid-19 tivemos as epidemias da gripe aviária, gripe suína, SARS, dengue … e ainda assim continuamos despreparados.

As informações compiladas na BIA – Análise de Impactos nos Negócios, isto para quem tinha uma, foram sumariamente ignoradas nos primeiros dias de quarentena.   Gestores de unidades de negócios demandavam 100% da força de trabalho e infraestrutura em home office transportando desktops, multifuncionais, outros equipamentos no Uber e levando para a casa do colaborador.

Risco #2 – Cadeia de Suprimentos

O mundo se deu conta que não é uma boa estratégia concentrar o fornecimento de matéria prima, equipamentos, suprimentos etc. num único local/país ou nuvem de TI.   Países já estão revendo suas estratégias comerciais e internalizando várias operações agora consideradas estratégicas.   Num escopo mais limitado faltou máscaras, luvas, álcool em gel, laptops, suprimentos de escritório etc..   Desktops corporativos que foram levados para casa estão lá até hoje.   Colaboradores continuam usando seus equipamentos domésticos para acessar remotamente os desktops corporativos no local de trabalho.

Risco #3 – Segurança da Informação

Nunca houve tantos incidentes de segurança da informação como nestes tempos de home office na avaliação da retrospectiva 2020.   Mesmo com LGPD – Lei Geral de Proteção de Dados portas de firewall foram abertas para permitir o acesso remoto dos colaboradores e continuam abertas até hoje.   Colaboradores trabalham em home office com o WhatsApp Web aberto em uma janela e informações corporativas em outras.   Nos nossos projetos em andamento colaboradores respondem sem nenhum constrangimento que usam o WhatsApp como ferramenta de comunicação e produtividade, transitando dados corporativos em seu equipamento particular.

Risco #4 – Serviços na Nuvem

Para viabilizar a operação em home office muitas empresas tiveram que migrar, rapidamente, para ferramentas de colaboração, produtividade, comércio eletrônico etc. na nuvem.   Que a nuvem é uma excelente solução isto não há dúvida mas nenhuma nuvem garante 100% de disponibilidade ou integridade dos dados.   Muito pelo contrário, há nuvens onde o prestador de serviço deixa muito claro no contrato de prestação de serviços que é responsabilidade do cliente garantir a proteção e preservação dos seus dados, o que muitos executivos preferem ignorar e assumir que, uma vez contratada a nuvem, todos os problemas acabaram num passe de mágica.   Somente estes últimos 10 dias (este post foi escrito em 16/12/20) tivemos uma indisponibilidade de quase 24 horas de um prestador de serviços local e de quase 1 hora de um grande prestador de serviços global.   Nuvem nada mais é do que um data center de um terceiro, assim simples, portanto um dia irá falhar.

Risco #5 – O Novo Normal

Com quase 300 dias de quarentena e home office muitas empresas ainda não sabem como será o novo normal, isto é, como serão as regras para o home office x escritório, a política de home office ainda não existe.   Neste meio tempo, porém, muitas empresas reduziram seus espaços de escritório em mais de 50%.   Hoje não teriam espaço para trazer 100% dos colaboradores de volta ao escritório.   Há de se ter regras muitas claras que alinhadas com a GCN – Gestão da Continuidade de Negócios podem aumentar bastante a resiliência da organização.

Finalizando

Muito obrigado se você leu até aqui.   Te desejamos muita saúde, sabedoria e tranquilidade extensiva a todos os demais que você quer bem.

Retornamos em 18/01/2021.   Até lá.

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