Política de Home Office + PCN = RESILIÊNCIA

Política de Home Office + PCN = RESILIÊNCIA

 

Política de Home Office + PCN = RESILIÊNCIAA pandemia da covid-19 praticamente obrigou o trabalho em home office, mesmo para aquelas empresas mais relutantes com esta prática, isto já sabemos.

Decorrente desta necessidade outras ações foram realizadas como o fechamento em definitivo de alguns locais secundários de trabalho, devolução de andares inteiros ao locador, salas e até mesmo os locais alternativos de trabalho a serem usados numa situação de contingência.   Tudo isto para reduzir a despesa operacional.

Mas, em algum instante no tempo as coisas terão de retornar ao que está sendo chamado de “novo normal”.

O Novo Normal

Mas o que será o “novo normal”?   Manter em definitivo as operação em home office, o que está sendo chamado de “home based”?   Ou uma situação mista, alguns dias em home office e alguns dias no local de trabalho o que está sendo chamado de “flex”?   E claro, o modelo antigo, 100% dos colaboradores no escritório?

Isto dependerá de cada caso, das particularidades e necessidades de cada tipo de operação.   Por exemplo, atividades de atendimento ao cliente podem ser, e em muitos casos já são, 100% “home based”.   Por outro lado mesas de operação de instituições financeiras que dependem de uma infraestrutura muito grande – 2 computador potentes com 4 monitores para cada operador, acesso ultra rápido à internet etc. – são situações nas quais o home office pode não ser viável.

A Política de Home Office

Para conciliar as necessidades corporativas dentre as quais o espaço de trabalho insuficiente para acomodar 100% do pessoal e uma melhor qualidade de vida para os colaboradores reduzindo o tempo desperdiçado em longos deslocamentos as áreas de RH estão desenvolvendo e implantando a política de home office, definindo as regras a serem praticadas pelos colaboradores.

E o Plano de Continuidade de Negócios?

Na grande maioria dos casos que estamos sendo consultados a política de home office não está levando em consideração as necessidades de continuidade de negócios das áreas de negócios e infraestruturas.

Vejamos um exemplo muito comum.   Uma determinada área tem 10 colaboradores incluindo o supervisor, pode ser um coordenador ou gerente.   Esta área, na última BIA – Análise de Impacto nos Negócios, recente, reportou que poderia operar por até 1 semana com 50% da força de trabalho, portanto, 5 colaboradores.

Caso a política de home office não preveja a continuidade de negócios corre-se o risco potencial de num determinado dia 100% dos colaboradores estarem no local de trabalho, portanto não mitigando risco nenhum, e no outro dia 100% estarem em home office.

Algumas empresas têm na sua política de home office que o colaborador deve levar e trazer o seu computador nos deslocamentos home <==> office, com o objetivo de mitigar riscos.

Na verdade esta prática não mitiga risco algum, pelo contrário, agrega riscos a mais de furto e roubo do equipamento além de possíveis riscos à integridade física do colaborador e, se o incidente ocorrer durante o horário comercial, quando pelo menos o equipamento do colaborador estaria lá, não mitigou risco algum, o problema é exatamente igual ao cenário anterior sem política de home office.

A Solução

A solução é muito simples.   Adequar a distribuição da força de trabalho às necessidades quantificadas na última BIA – Análise de Impacto nos Negócios, de forma a ter, pelo menos por 3 dias preferencialmente 1 semana, metade dos colaboradores em home office e a outra metade no local de trabalho, tomando o cuidado adicional de não colocar todos os colaboradores chave juntos, seja em casa se já no local de trabalho.

Poderá existir, ainda, áreas muito pequenas onde não seja possível fazer esta distribuição.   Estas áreas, até mesmo determinados colaboradores chave, já deveriam ter sido mapeadas por RH e ter um plano sucessório para elas.   Não há a necessidade de um desastre para provocar a descontinuidade dos serviços destas áreas, basta um problema de saúde ou um simples pedido de demissão.

Aquelas outras áreas de dependem de pesadas infraestruturas para poderem operar e que não podem parar nunca, como as mesas de operação das instituições financeiras, estas, jamais, deveriam depender de um ponto único de falha, seja o local de trabalho ou a infraestrutura.

Conclusão

Quer implantar a política de home office e ao mesmo tempo aumentar efetivamente a resiliência organizacional e ainda reduzir a despesa operacional com local alternativo de trabalho?   Integre a política de home office com o plano de continuidade de negócios.

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Por favor preencha o formulário abaixo e entraremos em contato.

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