Plano de contingência para o Covid-19

Plano de contingência para o Covid-19 (corona vírus).   Será que você precisa, MESMO?

Plano de contingência para o Covid-19 (corona vírus)Se você está tendo que correr para desenvolver ou realizar grandes atualizações para ter um Plano de contingência para o Covid-19 (corona vírus) lamento dizer, o seu plano de contingência ou de continuidade de negócios atual tem uma utilidade prática muito limitada pois, num pequeno teste de stress – Covid-19 (corona vírus), ele se mostrou ineficaz.   Saiba por que neste post.

A declaração de pandemia pela OMS – Organização Mundial de Sáude é uma decisão técnica que não altera em nada as práticas operacionais, principalmente as relativas às medidas de prevenção.

A primeira epidemia global da era das redes sociais causada pelo Covid-19 (corona vírus) tem demandado ações de contingência principalmente pelo temor exacerbado do que poderá vir a acontecer disseminado pelas redes sociais que espalham fake news mais rápido que o próprio vírus, isto mais de 2 meses após o primeiro caso confirmado na China e todas as lições já aprendidas.

Determinados mercados como o financeiro, segurador, farmacêutico etc. tem regulamentações bastante rígidas obrigando as organizações a terem planos de contingência ou de continuidade de negócios, se preferir.

Por que, então, seria preciso um outro plano de contingência para o Covid-19 (corona vírus)?

Vamos avaliar várias situações e cenários:

Planos de resposta ao Covid-19 (corona vírus)

O Ministério da Saúde do Brasil já divulgou, e vem atualizando sistematicamente, uma série de medidas preventivas contra o Covid-19 (corona vírus) que são muito semelhantes aos de outras gripes, aviária, suína etc.   A divulgação destas medidas dentro da organização normalmente é de competência da área responsável pela Medicina do Trabalho, em geral em Recursos Humanos e não é, portanto, de responsabilidade da área de Contingência ou Continuidade de Negócios.

Como já dissemos anteriormente, esta não é a primeira epidemia global além das epidemias locais, gripes, sarampo, dengue, etc.  .. portanto, pelo histórico anterior, já deveríamos ter Planos de Resposta para epidemias eventualmente com alguma ação pontual, se necessário, para compor o Plano de contingência para o Covid-19 (corona vírus).

Indisponibilidade do Local de Trabalho

Houve um caso suspeito de Covid-19 (corona vírus) no local de trabalho e há a necessidade da sua “desinfecção” o que indisponibilizará o local de trabalho por um determinado período de tempo.

Exceto pela “desinfecção” qual é a diferença prática entre o local de trabalho estar indisponível por uma greve, enchente, incêndio etc. e a suspeita de Covid-19 (corona vírus)?   Nenhuma, em todos estes cenários o local de trabalho estará indisponível e será necessária a utilização de locais alternativos de trabalho (que também podem estar infectados) ou home office, se possível.

Como assim se possível?   Porque nem todos os colaboradores têm equipamentos móveis (laptops), nem todos tem “thin client” ou equivalente, nem todos tem acesso a VPN, e muitos dependem de infraestruturas que limitam a mobilidade como as URAs das Centrais de Atendimento, ou feeders e equipamentos de gravação das mesas de operações financeiras.   Estas situações específicas deveriam ter sido mapeadas na Análise de Impacto nos Negócios (BIA).   Você fez uma recentemente não fez?

Indisponibilidades do local de trabalho são comuns e os planos de contingência ou de continuidade de negócios devem incluir este cenário portanto, não deveria haver nenhuma necessidade, exceto alguns ajustes pontuais, de um Plano de contingência para o Covid-19 (corona vírus).

Indisponibilidade de TI – Tecnologia da Informação

Aqui temos 2 sub-cenários:

1.   A TI é própria e fica localizada no mesmo local de trabalho que o caso suspeito de Covid-19 (corona vírus)

Se a decisão for pela “desinfecção” do local de trabalho isto demanda que as equipes de operação e suporte do Data Center também saiam do prédio com a consequente ativação do DR – Disaster Recovery.   Você tem um DR – Disaster Recovery não tem?   Está atualizado, testado e, principalmente, permite o retorno ao Data Center inicial?   Quanto tempo leva todo este movimento de ida e de volta para o DR?   Quanto tempo levará a “desinfecção”?   Valerá a pena?

Indisponibilidades de TI são frequentes e fazem parte do dia a dia das equipes de operação e suporte do Data Center e os planos de contingência ou de continuidade de negócios – neste caso chamados de DR – Disaster Recovery – devem incluir este cenário portanto, não deveria haver nenhuma necessidade de um Plano de contingência para o Covid-19 (corona vírus) neste caso de DR – Disaster Recovery.

2.  A TI é terceirizada e/ou está na nuvem

Vamos abordar este cenário mais adiante em Parceiro Comercial – cliente ou fornecedor – indisponível.

Indisponibilidade decorrente de um Incidente de Segurança da Informação

A situação aqui é muito semelhante ao de uma indisponibilidade de TI – Tecnologia da Informação uma vez que, em muitos casos, a Segurança da Informação é uma das áreas de Tecnologia da Informação.

A agravante aqui é que o Covid-19 (corona vírus) está sendo usado pelos hackers como forma de tentativa de acesso aos ambientes corporativos de TI.   No mais não há nada de muito diferente portanto, não deveria haver, também, nenhuma necessidade de um Plano de contingência para o Covid-19 (corona vírus).

Absenteísmos

Potencialmente este será o maior impacto do Covid-19 (corona vírus), o absenteísmo.   Ou porque o local de trabalho foi interditado, ou porque as autoridades assim demandaram etc.

Perguntamos novamente, qual a diferença deste cenário com o de uma greve, enchente, epidemia localizada etc.?   Nenhuma.

Portanto, este cenário já deveria fazer parte dos planos de contingência ou de continuidade de negócios e não deveria haver nenhuma necessidade, exceto alguns ajustes pontuais, de um Plano de contingência para o Covid-19 (corona vírus).

Parceiro Comercial – cliente ou fornecedor – indisponível

Neste cenário um, ou mais, de seus parceiros comerciais – cliente ou fornecedor – que está indisponível por qualquer motivo, inclusive o Covid-19 (corona vírus).

Clientes ou fornecedores podem estar indisponíveis por inúmeros motivos: falência, greve, enchente, indisponibilidade de um cliente ou fornecedor deles etc.   Temos um extenso histórico de eventos recentes que provocaram grandes indisponibilidades: 11 de Setembro, terremotos: os de Kobe e Fukushima no Japão, vulcões: um na Islândia e outro no Chile/Argentina, enchentes ou secas extremas em várias partes do mundo etc. que afetaram negativamente a cadeia de suprimentos, de inbound ou outbound.

Estas situações devem fazer parte, primeiramente, do Planejamento Estratégico de qualquer organização.   Deveria fazer parte, também, das avaliações de riscos realizadas pelas áreas de Riscos Corporativos, para as organizações reguladas pelo BACEN ou SUSEP e, finalmente, dos planos de contingência ou de continuidade de negócios existentes, não havendo a necessidade de um Plano de contingência para o Covid-19 (corona vírus).

Se você está tendo que correr para desenvolver ou realizar grandes atualizações para ter um Plano de contingência para o Covid-19 (corona vírus) lamento dizer, o seu plano de contingência ou de continuidade de negócios atual tem uma utilidade prática muito limitada pois, num pequeno teste de stress – Covid-19 (corona vírus), ele se mostrou ineficaz.

E por último, vamos insistir, valide todas as informações recebidas.   Princípio básico da Gestão de Crises.

Quer saber mais sobre Planos de Contingência ou Continuidade de Negócios, de Recuperação de Desastres (Disaster Recovery) ou Gestão de Crises?   Por favor preencha o formulário abaixo e entraremos em contato.

 

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