O reajuste do diesel e a gestão de crises

O reajuste do diesel e a gestão de crises

O reajuste do diesel e a gestão de crises

O que o aumento do diesel tem a ver com gestão de crises?

Conforme amplamente noticiado pela mídia o governo federal interferiu no reajuste de mais de 5% no preço do diesel nas refinarias o que provocou uma queda no preço das ações da Petrobras.

Esta curta notícia tem todos os fundamentos da gestão de crises.

Cenário

promover o aumento no preço do diesel e com isto jogar combustível numa suposta nova greve geral dos caminheiros como a ocorrida em maio-junho/18 que causou sérias consequências para todo o país ou buscar alternativas de diminuir ou evitar este aumento com a redução, temporária, no preço das ações da Petrobras, além de outros fatores políticos não explicitados.

Lições aprendidas

não é a primeira vez que o governo federal interfere na política de preços dos combustíveis portanto já sabemos muito bem as consequências destas interferências.   Do outro lado também já sabemos as graves consequências de uma greve dos caminhoneiros que numa próxima ocorrência deverá ocorrer de forma ainda mais organizada e, portanto, ainda mais impactante.   É o PDCA na prática!

O processo decisório

a primeira decisão a ser tomada é se é chegada a hora de decidir.   Decidir antes ou depois do momento mais adequado pode agravar as consequências da decisão e, consequentemente, a crise.   Assumindo, então, que é o momento adequado para decidir há a necessidade de compilar as informações disponíveis, algumas precisas como a porcentagem de aumento no diesel a ser praticado e as lições aprendidas e outras, a maioria, com diferentes graus de incertezas como a real possibilidade da ocorrência da greve dos caminhoneiros e as estimativas do seu impacto.   Gerenciar crises é decidir sobre incertezas!

As consequências do reajuste do diesel e a gestão de crises

seja qual for a decisão tomada sempre haverá consequências.

Não será possível agradar ou atender as expectativas de todas as partes envolvidas mesmo porque muitas vezes os interesses são conflitantes.   Haverá a necessidade de gerir a crise decorrente da decisão tomada.   É a crise da crise.

Com o forte aumento da utilização das redes sociais, e neste caso para fins políticos, o decisor será julgado e condenado “live” como muito bem descrito no livro “The Four Stages of Highly Effective Crisis Management: How to Manage the Media in the Digital Age” pela especialista australiana em crises Jane Jordan-Meier.

No passado dizia-se que o que acontecia na cidade de Las Vegas ficava em Las Vegas.   Hoje, o que acontece em Vegas fica no YouTube, Facebook, Instagram … e será rapidamente trazido ao cenário a cada novo incidente igual, ou semelhante, a este, contribuindo para o agravamento da nova crise pelo histórico de incidentes.

E se a capacidade eficaz de comunicação for ruim, o incidente que originou a crise irá se transformar num desastre com gravíssimas consequências.

Gerenciar crises é prestar atenção e aceitar que iremos escorregar em algumas das cascas de banana no caminho.

Sidney R. Modenesi, MBCI, LDRP

Entusiasta em Resiliência

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