O DIA EM QUE A NUVEM PARAR?

O DIA EM QUE A NUVEM PARAR?

O DIA EM QUE A NUVEM PARAR?O processo de migração para a “nuvem” (que nada mais é do que um Data Center de um terceiro localizado em algum lugar) é um processo irreversível.   Cada dia mais empresas colocam suas operações críticas “nas nuvens”, como certa vez um CEO me disse.

É inegável os benefícios das várias modalidades de contratação de serviços na nuvem: IaaS, PaaS e SaaS.   Normalmente hospedadas em Data Centers com excelente infraestrutura, muitas vezes com certificação Tier III ou maior (https://pt.uptimeinstitute.com/TierCertification/), eficiência energética, o estado da arte nas infraestruturas que empresas normais não tem como ter e manter dentro das suas operações normais.

Mas, e sempre tem pelo menos um mas, e quando este serviço na nuvem, ou esta nuvem, ou este Data Center que hospeda várias nuvens tiver uma séria indisponibilidade?  O DIA EM QUE A NUVEM PARAR?

De certa forma é um retorno aos Data Centers centrais de outrora, num novo momento tecnológico, agregando vários serviços críticos que podem ser de vários clientes ao redor do mundo, impactados simultaneamente.

Há pouco tempo abordamos a longa indisponibilidade do serviço Salesforce (https://strohlbrasil.com.br/indisponibilidade-dos-servicos-da-salesforce/ e https://strohlbrasil.com.br/ainda-a-indisponibilidade-da-salesforce/)

Desta vez foi o serviço Cloudfare, que inclusive a STROHL Brasil utiliza, que ficou indisponível afetando o desempenho de vários serviços ao redor do mundo (https://bit.ly/2XjWQOa).

Ao que tudo indica tanto a indisponibilidade da Salesforce quanto da Cloudfare ocorreram devido a erros operacionais.   Isto sem falar das divulgações praticamente diárias de vulnerabilidades em hardware e software centrais (https://bit.ly/2XMzVKA).

Outra situação de indisponibilidade ocorreu recentemente com um dos Data Centers da Equinix no Brasil (https://status.upx.com/incidents/gjqvk1fm7f47) interrompendo a comunicação com os principais provedores e datacenters brasileiros potencialmente devido a um ataque DDoS.

O DIA EM QUE A NUVEM PARAR você estará preparado?

O ponto de atenção é que nada é 100% seguro (https://strohlbrasil.com.br/nada-e-100-seguro/).   Serviços na nuvem também estão sujeitos a indisponibilidades, que podem ser longas, que nos demandam, enquanto usuários e clientes, de estratégias resilientes para a manutenção da continuidade dos nossos negócios e assim mitigar sérios danos à nossa imagem e sérias perdas financeiras.

Sidney Modenesi, MBCI, LDRM

Entusiasta em resiliência