Bolsa a 100.000 pontos. E o PCN com isso?

Bolsa a 100.000 pontos. E o PCN com isso?

O IBovespa – Índice da Bolsa de Valores de São Paulo – atingiu, pela primeira vez na sua história, o valor nominal de 100.000 pontos.

bolsa a 100.000 pontos

Imagem – Fusões e Aquisições

Nominal porque há analistas dizendo que caso este valor fosse ajustado pela inflação, em 20/05/08 este índice teria atingido quase 135.000 pontos.   Isto é discussão para os profissionais do mercado financeiro e não para este post.

Mas o que o Ibovespa tem a ver com o PCN?

Como sabemos o PCN – Programa de Continuidade de Negócios é parte de um Sistema Abrangente de Continuidade de Negócios que inclui, além do PCN, Planos (ou procedimentos se preferir) de Resposta a Incidentes, de Gestão de Crises, de Comunicação com as Partes Interessadas e os de Recuperação de Desastres (DR) normalmente associados à Tecnologia da Informação.   (veja a definição em www.strohlbrasil.com.br/definicao-de-gcn/)

O PCN, o DR e demais planos e estratégias estão, em geral, associados à incidentes de interrupção – DESASTRES.

Mas, a norma ISO 22301, e outras de Continuidade de Negócios, nos alerta no capítulo 6.1, que devemos planejar ações para endereçar riscos e oportunidades visto que oportunidades mal endereçadas podem se transformar rapidamente em novos riscos.

Como quantificar as oportunidades com a Bolsa a 100.000 pontos?

O mercado financeiro pela sua própria natureza precificada, antecipadamente, as expectativas do mercado e, consequentemente, de toda a economia.   A bolsa a 100.000 pontos e o IBovespa em crescimento contínuo é um excelente indicador das expectativas de toda a economia.

Ibovespa em alta significa que o mercado financeiro está apostando, neste momento, na melhora da economia brasileira e em outros fatores externos.   A grande prova de fogo será, como sabemos, a aprovação da reforma da previdência.   Uma aprovação da reforma da previdência, por grande maioria, dará muita força e credibilidade a este governo para aprovar mais reformas essenciais à modernização do estado brasileiro.   Uma vitória sofrida ainda será boa, mas com menos força de transformação enquanto uma derrota significa colocar este governo, ainda no seu primeiro ano de mandato, em estado vegetativo até as próximas eleições, o que seria nefasto ao país.

Não aprovar a reforma da providência não é uma opção.   Basta conhecer um pouquinho de cálculo atuarial para ver que este modelo, como está, não se sustenta, além dos absurdos dos privilégios e benefícios de determinadas classes, que lutarão com unhas, dentes e sangue, se necessário, para manter os seus privilégios.

Voltando às oportunidades, quais seriam elas?

A sua organização está preparada para uma retomada sustentável no crescimento econômico digamos morna até junho/julho deste ano e quente a partir daí?

Durante todo o período da crise a sua organização investiu em racionalização e automação de processos, novas tecnologias, novos fornecedores e mercados etc. ou ficou priorizando a redução das despesas operacionais o que inclui, claro, a demissão dos colaboradores?

Normalmente as organizações desenvolvem pelo menos três planos de negócios: o pessimista, o considerado provável e o otimista.

Aqui, novamente, a norma ISO 22301, e outras de Continuidade de Negócios, nos alerta no capítulo 5.2, que a Alta Direção deve estabelecer políticas e objetivos de continuidade de negócios compatíveis com as diretrizes estratégicas da organização.   (temos um vídeo sobre isto em www.youtube.com/watch?v=lvlcnNwu0lo)

Quais são as diretrizes estratégicas da organização?   E o nosso PCN como está, desatualizado e desestruturado para uma organização em estado vegetativo decorrente de vários anos de crise, que só existe para atender a algum item regulatório ou alinhado com a diretriz estratégica da organização, prevendo, inclusive, o cenário mais otimista?

O crescimento do PIB não ocorre de forma uniforme em todos os segmentos de negócios.   Alguns mercados observarão o aumento nas demandas mais rapidamente que outros numa estrutura funcionalmente parecida com a Cadeia de Suprimentos que inclui, também, as infraestruturas do país, em especial transportes e energia elétrica.   Será um sério problema produzirmos e vendermos mais se não tivermos condições de transportar e entregar os produtos aos seus mercados destinatários.   O mesmo com a energia elétrica.   Uma conjunção de fatores, crescimento elevado do PIB e um período de seca prolongado poderá trazer de volta os apagões.

Está chegando a hora

Se você ainda não fez, é hora de fazer uma Avaliação de Riscos e Oportunidades Estratégica buscando identificar eventuais gaps não só nas Estratégias de Continuidade de Negócios, mas, principalmente, nas operações do dia a dia para mitigar os riscos de um crescimento significativo de demanda.   Não se esqueça de incluir a sua cadeia de fornecedores nesta análise.

E os colaboradores?

Após todos estes anos de crise muitos postos de trabalho foram fechados e não serão mais reabertos.   As novas necessidades são outras.   Isto também poderá ser um novo risco decorrente do aquecimento da economia, a falta de mão de obra qualificada.   Este é um problema conhecido no mercado de recrutamento, de um lado sobra mão de obra não qualificada e do outro falta mão de obra qualificada.   Um exemplo neste momento é o de profissionais de Segurança da Informação decorrente da Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPDP).   (veja este post sobre a LGPDP e o PCN em https://strohlbrasil.com.br/gdpr-lgpdp-e-continuidade-dos-negocios/)

A resposta que temos que ter, seja para situações de riscos como de oportunidades é:

“E se acontecer o que vamos fazer?”

Sidney R. Modenesi, MBCI, LDRM

Profissional de Continuidade de Negócios

Entusiasta em sociedades resilientes

Quer saber mais sobre como se preparar para este ciclo de oportunidades?   Por favor preencha o formulário abaixo.

 

 

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