Backup e Restore é o básico do básico

Backup e Restore é o básico do básico

 

Backup e Restore é o básico do básicoA tolerância a indisponibilidade de qualquer serviço de TI é cada vez menor, isso não é nenhuma novidade para ninguém.   Queremos, exigimos, demandamos disponibilidade 24 x 7 x 365, ou seja, desejamos utilizar o serviço no momento que nos for mais conveniente, observados os horários operacionais como o bancário, por exemplo.

Esta necessidade é reportada pelos gestores de negócios na Análise de Impacto nos Negócios quando dimensionam que o RTO (tolerância à indisponibilidade) é de poucos minutos, quando não zero, a até algumas poucas horas.

Esta necessidade fica ainda mais crítica quando os gestores de negócios reportam que o RPO (tolerância à perda de dados) também é de poucos minutos, quando não zero, a até algumas poucas horas.

E é baseado nestes dois níveis de tolerância, à indisponibilidade – RTO e à perda de dados – RPO, que o Disaster Recovery é planejado, desenvolvido, implantado e testado (nem sempre).   Investimentos e despesas recorrentes são muito expressivos.

E no dia a dia?

Estas duas informações vitais, o RTO e o RPO também se aplicam, ou deveriam se aplicar, para os pequenos incidentes de TI do dia a dia e não só para o cenário da perda do Data Center (Disaster Recovery).

O elemento básico para assegurar a recuperabilidade de um arquivo é a existência de pelo menos uma cópia deste arquivo– backup – e de mecanismos de restaurar este arquivo – restore.

Esta regra vale tanto para as nossas preciosas fotos pessoais como para o arquivo corporativo com os dados de todos os nossos clientes e suas transações realizadas.

Por que fazer backup?

Diz o ditado popular que “quem tem um, não tem nenhum” e o motivo é muito simples, se perdermos a única cópia do arquivo perderemos tudo e as consequências podem ser muito danosas.

O disco onde o arquivo está armazenado pode ficar ilegível, o computador (servidor) onde o arquivo está armazenado pode sofrer uma pane, uma mudança mal feita pode comprometer a integridade das informações etc. são centenas de situações que podem indisponibilizar qualquer tipo de arquivo.   Arquivo é arquivo ponto.   Um arquivo é crítico porque a sua indisponibilidade provocará impactos muito grandes na operação fora isto é um arquivo exatamente igual a tantos outros.

Frequência dos backups

Já vimos que fazer backup é muito importante mas de quanto em quanto tempo devemos fazer um?   Não é possível fazer backup a todo instante.   Falaremos sobre replicação em tempo quase real mais adiante.

Tipicamente, é feito um backup ao dia, normalmente durante a madrugada.   Isto significa que, se determinado arquivo ficar indisponível às 14:00h e o seu backup foi realizado às 2:00h, todas as alterações efetuadas neste arquivo entre as 2:00h e as 14:00h estarão, potencialmente, perdidas.   Se o RPO é de 4 horas, neste cenário de um backup diário nosso RPO poderá ser, no pior caso, de 23:59h, o que certamente não atende às necessidades das áreas de negócios.

Restore

O procedimento de restaurar um backup salvo é chamado de Restore.   Restaurar um arquivo de muitos gigabytes, terabytes levará muito tempo e que dependerá de muitos fatores como: do meio de armazenamento do backup (fita ou disco), tecnologias utilizadas, do tamanho do arquivo, da performance da rede etc.

Arquivos com 1 terabyte levam em torno de 4 a 5 horas para serem restaurados.   Este tempo – RTO – atende às necessidades das áreas de negócios?

Você sabia que a imensa maioria dos restores NUNCA foram testados?

Integridade das Informações

Arquivos e bases de dados formam um intrincado complexo de relacionamentos onde informações de um arquivo estão relacionadas com informações em outros arquivos e assim reciprocamente.

Restaurar um arquivo ou uma base de dados para um tempo anterior significa comprometer esta intricado complexo de relacionamentos que impactará, significativamente, as operações de negócios posteriores.

Replicação em tempo (quase) real

Este é o estado da arte, o sonho de consumo da proteção da informação.   Ao gravar uma informação em um arquivo em um local esta mesma informação é gravada em outro local, pode ser no mesmo Data Center (urgh!) ou no data center de Disaster Recovery.

Mas, e sempre tem pelo menos um mas, se ocorrer alguma coisa fora do controle: uma manutenção mal feita, um acesso não autorizado, uma criptografia etc. tanto o arquivo principal como a cópia quase em tempo real estarão comprometidos nos restando, novamente, o backup feito de forma tradicional.

Conclusão

Sabemos que não há “almoço grátis”, tudo tem um custo e um risco associado.

Que tal se, antes de investirmos quantias significativas de dinheiro no Disaster Recovery, revisarmos a nossa política de Backup & Recovery para atender os mesmos objetivos – RTO e RPO – do data center de Disaster Recovery afinal o que é que parece ser mais provável, perder um arquivo ou um data center inteiro?

Quer saber mais sobre Planos de Contingência ou Continuidade de Negócios, de Recuperação de Desastres (Disaster Recovery) ou realizar um “assessment” na sua política de backup/recovery?   Por favor preencha o formulário abaixo e entraremos em contato.

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