A Continuidade dos Negócios no lockdown e depois

A Continuidade dos Negócios no lockdown e depois

Histórico

A Continuidade dos Negócios no lockdown e depoisA continuidade dos negócios vem sofrendo grandes transformações desde o início do lockdown decorrente da pandemia da covid-19.

Há mais de um ano, em março/2020, as pessoas, físicas e jurídicas, tiveram que se adaptar rapidamente à nova realidade, com a adoção da prática do teletrabalho (home office), para as atividades que assim o permitiam.

Para viabilizar as operações de forma distribuída, com cada colaborador em um local diferente, muitos em outras cidades ou estados, as empresas tiveram rapidamente que adotar ferramentas de colaboração, vídeo conferência etc. todas comercializadas como serviços na nuvem.

As restrições de deslocamento das pessoas e as recomendações de distanciamento social aumentaram a pressão para disponibilizar cada vez mais serviços pela internet, principalmente através de dispositivos móveis, aumentando ainda mais a demanda por serviços na nuvem embora, muitas vezes, estes serviços sejam só “front ends” remetendo para as aplicações e infraestruturas legadas instaladas em data centers.

A visão executiva após 1 ano de lockdown

Este conjunto de medidas adotadas pelos governos para tentar controlar a propagação da covid-19 implicaram, nos primeiros momentos, numa redução no volume dos negócios que gradativamente foram sendo retomados.

Isto aconteceu, senão em todos, em praticamente todos os setores inclusive nos serviços de continuidade dos negócios como os oferecidos pela STROHL Brasil.

Nos projetos em andamento e nas prospecções por novos projetos observamos algumas visões executivas comuns, dentre elas:

  • o teletrabalho (home office) é funcional o que permite a redução do espaço físico das áreas de escritório das empresas entre 50% a 75%. Muitas empresas devolveram vários andares, salas, fecharam escritórios reduzindo significativamente seus custos operacionais;
  • o teletrabalho (home office) aumenta a resiliência da empresa uma vez que a grande maioria dos colaboradores não estará concentrada em um só local. Portanto não há mais a necessidade de ter um local alternativo de trabalho para o cenário de indisponibilidade do local de trabalho principal.   Empresas fecharam ou não renovaram seus contratos de local alternativo de trabalho dependendo 100% do teletrabalho;
  • serviços na nuvem são eficazes, trazem agilidade, reduzem os investimentos e despesas com infraestrutura de TI e, também, reduzem significativamente a necessidade de ter e manter o DR – Disaster Recovery.

Consolidando estas percepções temos esta percepção executiva macro:

com o risco da indisponibilidade do local de trabalho mitigado pelo teletrabalho, com o risco de indisponibilidade dos serviços de TI mitigados com os serviços na nuvem com disponibilidade de 99,9% ou mais não vejo a necessidade de grandes esforços com continuidade dos negócios” sintetizou um executivo.

Nem tudo são flores

A Continuidade dos Negócios no lockdown e depoisPorém, infelizmente, a realidade da continuidade dos negócios não é tão simples assim.

Recentemente um grande provedor de serviços de internet, telefonia e vídeo ficou indisponível por muitas horas impactando, significativamente, os colaboradores em teletrabalho.   Diferente de um escritório, não é viável colocar links redundantes de acesso na casa de cada colaborador.   Uma situação ainda mais crítica seria se os acessos à VPN fossem interrompidos (nem todas as empresas têm mais de uma saída de VPN – ponto único de falha).

Serviços na nuvem também pode parar pelos mesmos motivos que podem parar num data center tradicional.   Panes nos sistemas de: ar-condicionado ou energia elétrica; falhas de: hardware, software, conectividade ou operacionais etc.   Veja este exemplo recente ”

Fire destroys OVHCloud’s SBG2 data center in Strasbourg
SBG1 also badly damaged, SBG3 and SBG4 are safe but won’t restart today

Ah mas o meu serviço está no provedor XYZ que tem duas zonas poderão dizer alguns.   Verdade, o provedor XYZ tem duas zonas, na verdade tem muito mais do que isso mas, isso foi contratado?   Foi e é sistematicamente testado?   Quanto tempo leva esta ativação (RTO)?   Este tempo é aceitável para os negócios conforme quantificado na BIA – Análise de Impacto nos Negócios?

Outro conhecido provedor também oferece múltiplas zonas mas somente uma no Brasil.   Isto te atende?

Na outra ponta da nuvem temos os sistemas legados.   É de muito pouca utilidade ter um front end na nuvem, atendendo uma ligação de um cliente por exemplo, e o sistema legado estar indisponível, para o cliente isto é o mesmo que este serviço da empresa estar indisponível.

Não podemos nos esquecer dos ataques cibernéticos que podem afetar tanto os serviços na nuvem como os legados.   A quantidade deste tipo de ataques na nuvem tem crescido significativamente nos últimos tempos.

E, finalmente, temos os fornecedores ou prestadores de serviços críticos, cujos contratos na maioria das vezes não preveem continuidade dos negócios, e que estão sujeitos aos mesmos problemas acima e que se sofrerem uma interrupção afetarão os serviços prestados aos seus clientes.

Conclusão

Teletrabalho, nuvem, terceirização das atividades etc. são somente evoluções na forma de se realizarem negócios as quais se, por um lado mitigam alguns riscos, de outro lado criam novos riscos que devem ser considerados numa abordagem holística e fluida (leia mais em https://strohlbrasil.com.br/apetite-ao-risco-nos-dias-de-hoje/)

Será fácil convencer os executivos do contrário?   Claro que não mas é isto que os profissionais apaixonados por continuidade dos negócios vem fazendo há várias décadas.

O futuro é a resiliência organizacional mas até lá muita água ainda terá que passar debaixo desta ponte.

Quer saber mais sobre como implantar Resposta a Incidentes e Emergências, Gestão de Crise, ou Programa de Continuidade dos Negócios completo?     Por favor, preencha o formulário abaixo e entraremos em contato.

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