GESTÃO DE CRISES E AS ELEIÇÕES NO BRASIL

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Como sabemos, em outubro/novembro o Brasil terá novas eleições majoritárias para presidente, governadores, senadores, deputados federais e deputados estaduais.

Com as novas restrições de financiamento de campanha e redução de espaço nas mídias convencionais há um forte aumento na utilização das mídias sociais e, consequentemente, das “fake news”.

Neste cenário nós, os cidadãos, teremos que fazer as nossas escolhas que afetarão as nossas vidas e dos demais brasileiros pelos próximos anos, baseadas em nossas crenças, valores, princípios, muitas incertezas e esta quantidade enorme de informações, algumas verdadeiras, outras nem tanto!

E é neste cenário complexo, de tomar decisões baseadas em incertezas, que os princípios da Gestão de Crises podem ser aplicados.

Princípio #1 – Credibilidade da Fonte da Informação

Informações são disseminadas por fontes de informação.   Qual a credibilidade da fonte da qual você recebeu a informação.   O fato do seu parente ou amigo de confiança ter te repassado uma informação não significa que a fonte é confiável.   Você terá que ter um trabalho extra para identificar a fonte inicial da informação e daí verificar a sua credibilidade.   Um exemplo: na França há um jornal famoso chamado “Le Monde” (www.lemonde.fr) e um outro não tão famoso chamado “Le Monde Diplomatique Brasil” (www. diplomatique.org.br).   Podemos receber um post contendo “O jornal Le Monde disse que …” quando na verdade quem publicou a notícia foi a outra mídia, numa clara tentativa de dar credibilidade à notícia.

Princípio #2 – Credibilidade da Informação Recebida

Fontes confiáveis de informação também podem ser induzidas ao erro ou na tentativa de um furo de reportagem, sem verificarem as suas próprias fontes de informações.   Seja como for, uma vez divulgada a notícia ou o post, e normalmente quanto mais impactante mais destaque tem, o dano já foi feito e, eventualmente, depois sai alguma nota de retratação, sem o mesmo destaque inicial.

NOTA: os candidatos e suas respectivas equipes também se encaixam nos princípios acima.

FUNIL: uma informação útil deve ter credibilidade e ser oriunda de uma fonte confiável, caso contrário, LIXO! 

Princípio #3 – Decidir sobre incertezas

Uma das atividades mais difíceis na Gestão de Crises é decidir sobre incertezas.   De um lado temos uma quantidade enorme de informações, as quais já classificamos, e de outro lado temos que fazer projeções sobre o futuro baseadas, neste caso, nos programas de campanha dos candidatos, nas nossas crenças, valores etc. e DECIDIR, estejamos confortáveis ou não, sobre o nosso futuro para os próximos 4 anos, pelo menos.

Já estamos numa profunda crise e uma nova decisão errada poderá aprofundar ainda mais a crise.   Mas qual é a decisão certa?

GERIR CRISES É, NORMALMENTE, DECIDIR PELO MENOS PIOR. 

Princípio #4 – Reavaliar Periodicamente

Não é porque tomamos uma decisão que a crise acabou.

Novas fatos, eventos, notícias etc. poderão alterar, significativamente, as projeções feitas e, consequentemente, teremos que rever a decisão tomada ou tomar novas decisões.   Portanto, o acompanhamento das novas situações é fundamental.   No nosso caso de eleitor acompanhar o que nos nossos representantes eleitos estão fazendo ou se desviando dos seus compromissos assumidos. 

Princípio #5 – Comunicação

Não existe gestão efetiva de crise sem bons mecanismos de comunicação.

Comunicar é compilar e disseminar informações confiáveis no protocolo esperado pela parte receptora interessada.

Simplesmente postar artigos em qualquer mídia não é comunicação, muito menos efetiva, que só serve para amplificar a crise.

Como pudemos ver o nosso processo eleitoral tem muito a ver com Gestão de Crises.   Que saber mais?   Acesse www.strohlbrasil.com.br/resposta-a-emergencias-e-gestao-de-crises/

Sidney R. Modenesi, MBCI